15.03.2022 Investimento

Somos investidores do SOMA, um novo negócio de impacto social

Iniciativa apoiada pela Votorantim Cimentos oferecerá locação acessível no Centro de São Paulo para mais de 100 famílias.

 

Iniciativa revolucionária no mercado imobiliário, foi lançado hoje o Projeto SOMA (Sistema Organizado de Moradia Acessível), que vai oferecer a investidores a possibilidade de unir rentabilidade com impacto social. Idealizado pelo Grupo Gaia, Din4mo e pela Incorporadora MagikJC, o novo empreendimento dará acesso à moradia digna no centro de São Paulo a famílias de baixa renda, gerando um impacto positivo não apenas para os moradores, mas também para a ocupação do centro e para a mobilidade urbana.

Alinhado aos nossos Compromissos de Sustentabilidade para 2030, o SOMA surge em meio à crescente busca por investimentos ESG (sigla em inglês que une Ambiental, Social e Governança Corporativa), seguindo uma tendência global. Votorantim Cimentos, Dexco (antiga Duratex), Gerdau, Movida e P4 Engenharia são apoiadores do projeto e investiram R$ 14,5 milhões no SOMA.

“O Projeto Soma é um investimento que está alinhado à estratégia ESG da Votorantim Cimentos. A promoção de moradia digna é uma forma de gerar impacto positivo para a sociedade, em linha com os nossos compromissos de futuro.  Além disso, o projeto pode ser replicado em outras cidades em todo o Brasil, atraindo novos parceiros, investidores e beneficiando milhares de famílias”, afirma a nossa gerente de Transformação Social, Priscilla Alvarenga.

O valor foi captado por meio de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) emitidos pelo Grupo Gaia. O CRI é um instrumento do mercado de capitais utilizado para investimento em recebíveis imobiliários. O pagamento dos títulos se dará por meio dos aluguéis dos locatários.

“O mercado de capitais precisa, cada vez mais, considerar o impacto, positivo ou negativo, nos seus investimentos.  Essa história de olhar só o risco e o retorno vai ficar cada vez mais sem sentido. O CRI SOMA nasce dessa necessidade de incorporar definitivamente o ESG na agenda dos investidores”, diz João Paulo Pacifico, do Grupo Gaia.

Um dos principais diferenciais do Projeto SOMA é a possibilidade de replicação de seu modelo. “Nosso objetivo é multiplicar este primeiro empreendimento, gerando escala às soluções que hoje estamos apresentando de moradia digna. Morar perto do trabalho, integrando à infraestrutura do centro as famílias que estariam relegadas a morar nas periferias, melhorando a mobilidade urbana e o meio ambiente são alguns dos impactos ESG positivos que pretendemos ampliar no futuro com novos empreendimentos nos mesmos moldes”, afirma Marco Gorini, sócio da Din4mo.

 

Sobre o Projeto SOMA

A ideia do projeto, que contou com assistência técnica inicial da IFC, assessoria legal do TozziniFreire e também o apoio da Africa, Profile, B3 e do Sistema B Brasil, surgiu da experiência da incorporadora MagikJC, enquadrados dentro do programa Casa Verde Amarela (antigo Minha Casa Minha Vida), no centro de São Paulo.

“Notamos que, de cada cinco famílias que desejavam morar no Centro, três acabavam excluídas do programa pois não se enquadravam nos critérios para obtenção de crédito para a compra do imóvel, mesmo tendo renda para pagar as parcelas ou ainda por falta de renda para compor valores para aquisição; mas que se enquadrariam num projeto de aluguel. Assim surgiu a ideia de fazer um empreendimento nos mesmos moldes, só que exclusivamente voltado à locação, que atendesse essa demanda reprimida”, afirma André Czitrom, sócio da MagikJC.

O projeto vem sendo concebido há três anos conjuntamente com a Gaia, especialista em estruturar Investimentos de Impacto, com 12 anos de experiência no mercado financeiro, e a Din4mo, que desenvolve negócios de impacto inovadores, com foco na redução das desigualdades.

O primeiro prédio, com 110 apartamentos a partir de 25 metros quadrados (localizado na Rua Frederico Steidel, 157, no centro de São Paulo), deverá estar pronto em 20 meses após o início da obra, que deve acontecer no segundo trimestre de 2022. O edifício, projetado pelo escritório de arquitetura Andrade Morettin (o mesmo que projetou o IMS Paulista), contará com salão de festas, coworking, bicicletário e lavanderia coletiva com máquinas semiprofissionais nas áreas comuns.

Uma das partes mais inovadoras do projeto diz respeito à forma como o condomínio será ocupado e administrado. A definição dos critérios para a seleção das famílias será feita com a colaboração de outras organizações e movimentos que trabalham com acesso à moradia.

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