19.05.2021 Institucional

Nossos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2021

Revertemos perdas e encerramos o primeiro trimestre de 2021 com lucro líquido de R$ 227 milhões.

                                                

  • Receita líquida global foi de R$ 4 bilhões, crescimento de 46% em relação ao primeiro trimestre de 2020;
  • EBITDA ajustado atingiu R$ 971 milhões, aumento de 318% sobre o mesmo período do ano anterior;
  • Margem EBITDA alcançou 24% no período, crescimento de 16 p.p. sobre 1T20;
  • Alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA, foi de 1,98x, forte redução em comparação ao primeiro trimestre de 2020, que foi de 4.76x.
  • Mantivemos o grau de investimento por duas agências de classificação de risco, sendo que a Fitch Ratings elevou perspectiva para estável.

 

Encerramos o primeiro trimestre de 2021 com lucro líquido de R$ 227 milhões, revertendo prejuízo de R$ 380 milhões registrado no mesmo período do ano passado. Obtivemos receita líquida global de R$ 4 bilhões no primeiro trimestre do ano, aumento de 46% em relação ao mesmo período de 2020, resultado do aumento do volume de vendas em todas as regiões em que operamos, combinado com o impacto positivo da desvalorização do real frente ao câmbio das operações internacionais. No primeiro trimestre, as nossas vendas globais de cimento somaram 7,6 milhões de toneladas, crescimento de 20% em relação às 6,3 milhões de toneladas comercializadas no mesmo período de 2020.

“Os resultados dos primeiros três meses do ano refletem nossa resiliência e trabalho em equipe para superar as adversidades diante da Covid-19. A pandemia ainda traz muita volatilidade e incerteza, e a vida das pessoas continua sendo prioridade na nossa condução dos negócios O primeiro trimestre refletiu o posicionamento diferenciado e o potencial de alavancagem operacional da companhia, que segue focada em manter a guarda alta”, afirma o nosso CEO Global, Marcelo Castelli.

Encerramos o primeiro trimestre com EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 971 milhões, crescimento de 318% em relação aos três primeiros meses do ano passado, e margem EBITDA de 24%, aumento de 16 pontos percentuais sobre o mesmo período de 2020. O resultado é fruto do volume de vendas positivo e do efeito cambial favorável da valorização do dólar frente ao real. A alavancagem, medida pelo índice dívida líquida/EBITDA ajustado, manteve-se estável em 1,98x, dentro da nossa política financeira.

“Seguimos com a nossa tradicional disciplina financeira e trabalhamos ativamente na gestão do endividamento. Como consequência, asseguramos liquidez, um caixa robusto e mantivemos a alavancagem da companhia sob controle no trimestre. Com um resultado operacional mais forte e melhores métricas de crédito, retomamos o pagamento de dividendos aos acionistas e mantivemos nosso grau de investimento por duas agências de classificação de risco, sendo que a Fitch Rating recentemente elevou nossa perspectiva para estável”, diz o nosso CFO Global, Osvaldo Ayres Filho.

 

Desempenho por região – No Brasil, a nossa receita líquida no trimestre foi de R$ 2,2 bilhões, um aumento de 47% em relação ao primeiro trimestre de 2020. Já o EBITDA ajustado foi de R$ 594 milhões, crescimento de 433% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Os resultados positivos no primeiro trimestre de 2021 devem-se principalmente ao crescimento do volume de vendas e preços, bem como a contínua dinâmica positiva de mercado em todas as regiões do país. O mercado brasileiro de cimento encerrou o primeiro trimestre de 2021 com um total de 15,3 milhões de toneladas comercializadas, aumento de 19% em relação ao ano anterior, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Os principais impulsionadores para este desempenho foram as condições climáticas favoráveis, a manutenção da construção civil como atividade essencial e o contínuo avanço da autoconstrução e do setor imobiliário. A projeção do SNIC é de um crescimento para o setor cimenteiro entre 1% e 2% em 2021.

Na América do Norte, a nossa receita líquida atingiu R$ 815 milhões no primeiro trimestre de 2021, um aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior, explicado principalmente pelo maior volume de vendas devido a condições climáticas favoráveis, que recorrentemente afetam as operações e os resultados no Hemisfério Norte, além do impacto positivo da conversão cambial. O EBITDA ajustado atingiu R$ 42 milhões no primeiro trimestre de 2021 contra um resultado negativo de R$ 5 milhões no mesmo período de 2020.

Na Europa, África e Ásia, a nossa receita líquida atingiu R$ 814 milhões, crescimento de 72%. O EBITDA ajustado teve aumento de 162%, totalizando R$ 249 milhões no trimestre.  Os resultados positivos são explicados pela maior demanda em todos os países em relação ao mesmo período do ano passado, quando a região foi impactada pelas restrições da Covid-19, dinâmica positiva de preços e também pela desvalorização do real, além de um efeito positivo de item não recorrente relacionado à venda de terreno na Turquia.

Na América Latina, a nossa receita líquida no primeiro trimestre foi de R$ 170 milhões, aumento de 24% em relação ao 1T20, e o EBITDA ajustado foi de R$ 86 milhões, crescimento de 185% em relação ao primeiro trimestre de 2020. O resultado deve-se ao bom volume de vendas e à dinâmica de preços, especialmente no Uruguai, além da gestão de custos e o efeito positivo da depreciação cambial. Os resultados também foram impactados pelas restrições da Covid-19 na Bolívia no mesmo período do ano passado.

 

Destaques do trimestre – Em março, fizemos a nossa primeira emissão de debêntures ESG (sigla em inglês que avalia as operações das empresas nos eixos Ambiental, Social e de Governança) no mercado de capitais brasileiro, com metas atreladas a indicadores de sustentabilidade. Essa emissão de debêntures com critérios ESG foi a primeira realizada por uma empresa do setor de construção no mercado brasileiro. A linha de R$ 450 milhões tem prazo de cinco anos, com vencimento em fevereiro de 2026. Os recursos captados foram utilizados para o pagamento antecipado de dívidas com vencimento em 2023. A taxa de juros da operação foi CDI + 1,45% ao ano. Os indicadores de performance (KPIs) que serão medidos são a emissão de CO2 por tonelada de cimento e o índice de substituição térmica, dois importantes parâmetros de sustentabilidade para a indústria de cimento e alinhados aos nossos Compromissos em Sustentabilidade para 2030, estabelecidos em novembro de 2020. Com o cumprimento das metas estabelecidas a cada dois anos,  teremos benefícios nas condições de pré-pagamento da dívida.

No primeiro trimestre, juntamente da nossa controlada VCNNE, por meio da RB Capital Companhia de Securitização, emitimos um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) no valor de R$ 400 milhões. Essa foi a segunda emissão de CRI no mercado de capitais brasileiro realizada pela nossa companhia. A operação tem prazo de vencimento de 12 anos e custo anual de IPCA + 4,47%. Também contratamos um instrumento financeiro derivativo (do termo em inglês, swap) com o objetivo de trocar a taxa flutuante IPCA+ pela taxa flutuante CDI+, resultando em um custo anual de CDI + 1,33%.

Em abril, nós, da Votorantim Cimentos, e a Caisse de dépôt et placement du Québec (CDPQ), investidor institucional de longo prazo, anunciamos a conclusão da transação para combinar nossas operações de cimento na América do Norte. Após a conclusão das condições precedentes, inclusive com as aprovações das autoridades regulatórias no Brasil, no Canadá e nos Estados Unidos, a St. Marys Cement Inc. (Canada), nossa subsidiária integral, poderá seguir com o processo de integração da McInnis Cement Inc. A Votorantim Cimentos Internacional (VCI), plataforma de investimentos internacionais e nossa subsidiária integral, terá 83% de participação acionária e a CDPQ ficará com 17% de participação. A combinação de negócios entre St. Marys Cement (Canada) e McInnis Cement deverá fortalecer significativamente o posicionamento estratégico das operações por meio do aumento da capacidade de produção de cimento, das eficiências operacionais e da ampliação da rede de distribuição na América do Norte.

Ainda em abril, a Juntos Somos Mais recebeu um aumento de capital de R$ 100 milhões de seus acionistas Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre. A Juntos Somos Mais, criada em 2014, é uma empresa que mantém o maior programa de fidelização do mercado de varejo de materiais de construção e o maior marketplace do setor, com mais de 25 indústrias da construção e empresas de serviços e 500 mil membros – lojistas, vendedores e profissionais de obra. O plano de longo prazo da empresa é ser um balcão único da construção, oferecendo soluções para varejistas e consumidores finais que precisam de pequenos reparos domésticos. O investimento reforça o nosso compromisso de suportar projetos inovadores que tragam desenvolvimento e modernização do setor ao país.

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