Babaçu em Xambioá – Renda extra para famílias e energia para os nossos fornos de cimento

Em 2018, a fábrica da Votorantim Cimentos em Xambioá (TO) recebeu o Troféu Responsabilidade Ambiental do Prêmio Mérito Ambiental do Tocantins. A premiação do Governo do Estado homenageia iniciativas desenvolvidas em prol da preservação e defesa do meio ambiente. A iniciativa em questão é o coprocessamento de resíduos internos, realizado desde 2015. No último ano, a fábrica não destinou nada ao aterro sanitário de Araguaína, o único do Tocantins que aceita resíduos de empresas privadas.

Materiais não-recicláveis ou contaminados, como embalagens de produtos químicos ou pó de serra sujos de graxa e óleo, entre outros, geram energia no forno de clínquer. As cinzas são incorporadas na estrutura do clínquer sem nenhum comprometimento na qualidade final do cimento. O procedimento melhora a eficiência energética da fábrica e reduz custos de produção e emissões por tonelada produzida.

Agora, a fábrica se credencia para ampliar o coprocessamento a resíduos externos e um deles já está em teste e em fase de licenciamento. É a biomassa do coco babaçu, uma espécie de palmeira abundante no Estado. Além do ganho ambiental, a iniciativa ainda traz benefícios sociais. Mensalmente, são usados 10 a 17 toneladas de biomassa do projeto Inclusão Sócio Produtiva de Mulheres na Ecosol, da Cooperativa Multifuncional de Economia Solidária do Tocantins (Coomesol), de Araguaína (TO). Confira o vídeo:

 

 

O projeto tem apoio do Programa ReDes e atende 38 mulheres na produção de produtos oriundos da cadeia de babaçu, como artesanato e óleo. O ReDes é uma parceria entre a Votorantim Cimentos, o Instituto Votorantim e o BNDES. Criado em 2010, o programa estimula o desenvolvimento sustentável, fornecendo apoio técnico e financeiro para o fortalecimento de cadeias produtivas e inclusivas, capazes de gerar renda.

Assim, a Votorantim Cimentos dá mais um passo no fortalecimento na cadeia produtiva do babaçu na região. De 2013 a 2016 foi a fase de incubação do projeto, com a realização de diversos cursos para profissionalizar as atividades de extrativismo. De 2016 a 2019, a fase produção e comercialização dos produtos, como artesanato, óleo e, agora, a biomassa.

A biomassa deixa de ser resíduo, um passivo ambiental, para ganhar status de combustível, com a nobre missão de substituir parte do coque de petróleo, uma fonte finita, poluente e de alto custo de extração e transporte. Os resultados esperados equilibram ganhos sociais, econômicos e ambientais.

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