Babaçu em Sobral – Nossos esforços, nossos resultados

Sabe quando encontramos uma solução que todos ganham, com impactos sociais, econômicos e ambientais? É isso que temos no projeto Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Babaçu na Serra da Meruoca, que contribui para o desenvolvimento da produção local de coco de babaçu e o seu resíduo ainda é usado como combustível alternativo na fabricação do cimento. Temos interesses comuns e esforços conjuntos. É a sustentabilidade na prática!

A iniciativa faz parte do Programa ReDes, uma parceria entre a Votorantim Cimentos, o Instituto Votorantim e o BNDES. Criado em 2010, o ReDes tem o objetivo de estimular o desenvolvimento sustentável, fornecendo apoio técnico e financeiro para o fortalecimento de cadeias produtivas inclusivas capazes de gerar renda. É justamente este o foco do projeto, aumentar em 40% a renda dos beneficiários por meio do fortalecimento da cadeira produtiva do babaçu. A iniciativa alcança 60 famílias de cinco comunidades em três municípios cearenses: Sobral, Meruoca e Massapê. É uma região onde 69% dos moradores estão vulneráveis à pobreza e a maioria vive da agricultura, programas governamentais e aposentadoria.

Luiz Carlos Rodrigues Neves, presidente da Associação Comunitária Produtiva de Terra Nova, localizada na região da Serra da Meruoca, conta que por meio do Programa ReDes, desde setembro de 2018, a fábrica da Votorantim Cimentos em Sobral (CE) passou a adquirir o coco, que antes era descartado, para substituir parte do combustível fóssil nos fornos de cimento.

A comunidade de Terra Nova vende por semana, em média, 30 toneladas, e obtém uma renda de R$ 18 mil reais, que é dividida entre as 40 famílias associadas. Até o momento, a fábrica adquiriu 170 toneladas do coco de babaçu. “Hoje, 90% do fruto que sobra agora serve também para complementar a renda das comunidades. As famílias estão ganhando por semana o que antes levavam o mês todo para obter e isso é muito positivo. É uma nova perspectiva de vida, inclusive para os jovens que até então não tinham muitas alternativas de trabalho na região”, disse Luiz Carlos.

A estratégia inclui profissionalizar as atividades de extrativismo e da produção do óleo de babaçu por meio da capacitação das comunidades e da construção de um complexo de beneficiamento do coco. O investimento total é de R$ 823 mil, sendo 72% do ReDes e 27% do Governo do Ceará. Serão comercializados quatro produtos: um deles é o óleo, que tem alto valor agregado e garante a viabilidade do projeto, outro é o farelo, matéria-prima para a fabricação de ração animal, e mais dois, o coco in natura e o cavaco (um subproduto), que são biomassas destinadas para o coprocessamento nos fornos da fábrica da Votorantim Cimentos em Sobral (CE).

Os participantes do projeto já frequentaram cursos de associativismo e empreendedorismo social. O próximo passo é o programa fornecer maquinários para a comunidade, como descascadeira do coco, prensa de amêndoa, filtro e embaladeira.

Os resultados esperados do projeto equilibram ganhos sociais, econômicos e ambientais. Melhora a eficiência energética da fábrica e reduz custos de produção e emissões por tonelada produzida. Com a substituição de parte do coque de petróleo pela biomassa comprada de fornecedores locais, a Votorantim Cimentos valoriza a matéria-prima local e reafirma o seu compromisso com a redução do CO2. E assim o projeto soma esforços para dividir os resultados.

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