Argamassa Termoisolante

Se você está num lugar fechado, mas com temperatura agradável apesar do frio ou do calor que faz lá fora, saiba que essa sensação boa tem um nome: conforto térmico. Ele é obtido quando a temperatura no interior de um edifício é mais agradável que a temperatura externa. Mantê-lo custa caro: cerca de 50% da energia elétrica produzida no Brasil é consumida por construções comerciais, residenciais e públicas e, em grande parte, pelos sistemas de ar condicionado que proporcionam o tão desejado conforto térmico dentro delas.

O desafio

Pensando no impacto do conforto térmico no consumo de energia, como poderíamos ajudar nossos clientes construir edificações mais eficientes?

Por que isso é importante para nós?

Porque nossos clientes estão se preocupando com isso. Desde julho de 2013, o setor da construção civil dispõe da Norma de Desempenho de Edificações, elaborada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ela estabelece uma série de exigências de conformidade e de segurança para imóveis. Uma dessas exigências está ligada ao conforto térmico das edificações.

A ideia

Um dos produtos que poderia fazer a maior diferença em termos de conforto térmico é a argamassa. A ideia era criar uma fórmula termoisolante, com baixa condutividade térmica, que permitisse uma troca de calor mais lenta entre o ambiente interno e o externo. Isso exigiria menos potência dos sistemas de climatização para manter a temperatura agradável.

O aditivo escolhido para ajudar nossa argamassa fazer esse trabalho foi a vermiculita expandida.

“Vermi” o que?

A vermiculita é um mineral. Quando submetida a um aquecimento adequado, a água contida em seu interior se transforma em vapor, fazendo com que suas partículas se expandam, transformando-as em algo parecido com flocos sanfonados. Cada floco contém células de ar, o que confere ao material uma ótima capacidade de isolamento térmico e também acústico.

Na prática: hora de testar!

Com o apoio da nossa parceira Brasil Minérios, chegou a hora de colocar a ideia em prática. Isso sempre começa com testes. Foi assim:

O teste industrial

Quando criamos uma nova fórmula, precisamos testá-la em nossas unidades de produção para verificar se temos capacidade de produzi-la em grande escala. O teste da nova argamassa foi feito na unidade de Limeira-SP. Resultado positivo!

O teste funcional

Esse teste foi feito em duas etapas.

Primeiro, nosso Centro Técnico colocou a fórmula à prova em todos os requisitos técnicos da ABNT para argamassas: resistência à flexão, resistência à compressão, coeficiente de capilaridade, densidade no estado endurecido, módulo de elasticidade e resistência de aderência.  Resultado positivo!

Depois, a hora da verdade: será que nossa inovação passaria no teste de termoisolamento? Enviamos uma amostra para o Núcleo de Tecnologia das Argamassas e Revestimento da Universidade Federal de Goiás (NUTEA – UFG) para avaliar seu desempenho como isolante térmico.

A argamassa termoisolante apresentou menor condutividade térmica em relação à argamassa convencional, indicando que o revestimento com vermiculita propicia maior conforto térmico dentro dos edifícios e, consequentemente, um menor consumo de energia elétrica relativo aos climatizadores. Resultado positivo!

E tem mais: comparada à argamassa tradicional (mistura cimento, cal e areia) e à argamassa industrializada, a nossa versão termoisolante ainda rendeu mais.

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